a funky experience

i want to
i want to be someone else or i'll explode
floating upon the surface for
the birds, the birds, the birds

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

 
Farewell, blogspot; olá, casa nova

Geralmente eu só faço as coisas quando é necessário, quase nunca estou com pendências simples do dia-a-dia de blogueiro adiantadas. Tô devendo mil e um textos por aí, e isso é só uma das coisas...

Daí quando eu percebi que o meu layout aqui do A Funky Experience estava todo bizarro, faltando imagens e tudo o mais... decidi que era hora de simplesmente migrar pra outro serviço [agora que me entendi com o WordPress...] a tentar outro layout configurável ao meu gosto, perder tempo com ele... Todos os posts feitos aqui estão por lá, mas infelizmente não pude exportar os comentários. Nada pode ser perfeito, embora ainda os tenha arquivados lá no Haloscan...

Tudo isso é pra dizer que aqui finda e lá começa: "novo" A Funky Experience. Nos vemos lá.

domingo, 31 de agosto de 2008

 
Fatos, fotos [?] e músicas

Drops necessários aproveitando um fim tranqüilo de dia:

- Como eu quase não tenho o que fazer, gosto de comer e sempre como fora de casa, pensei: por que blogar, por que não blogar, por que blogar, por que não blogar...... BLOGUEI! Nasceu mais um blog, dessa vez no mundo do .com.br. O Almoço do Dia reúne dicas de lugares para almoçar. Tem gente escrevendo em Sampa e no Rio. Mais convites para outras regiões devem acontecer logo.

- Estou com 77kg, de acordo com a última pesagem, feita no sábado. E estava de casaco, logo deve ser um pouco menos.

- Também neste fim de semana resgatei do fundo do iPod as antigas mp3 da nelson theresa cafe. De quando em vez eu faço isso, na tentativa de manter as linhas de baixo frescas na cabeça. Dessa vez, no entanto, demorei demais. A maioria das músicas eu já esqueci como toca, mas continuo achando Astromuse e Recados duas músicas fantásticas, embora uma seja bem Sonic Youth e a outra bastante Explosions in the Sky. Mas quem se importa? Não tem razão para esconder: marejei os olhos d'água ouvindo essas canções de novo. Foi uma das melhores coisas que eu já fiz na minha vida. Nunca vou esquecer de Recados com letra improvisada [como era feito nos shows] e dedicada para mim no show do EREA e nem do último show, feito no Boemia, em que eu cheguei bêbado e atrasado. Simplesmente fantástico. A banda continua, agora como um duo de downtempo. Para sacar o som novo, clique aqui.











- Não tenho dormido mais do que 5h por noite desde... não sei quando. Minha memória foi pro saco. Meu bom humor ainda não.

- Li meu segundo livro do Philip Roth, o “O Animal Agonizante” [o primeiro que eu li foi o "O Homem Comum"] e cada vez mais sigo convencido de que sou jornalista mesmo, ok, escrever literatura é para poucos.

- Desde que comecei a trabalhar no Yahoo! Posts de forma efetiva, diminuí substancialmente o uso de IMs em geral. Daí nem fico surpreso com a mudança de tratamento que aconteceu com certos contatos. No entanto os laços eternos não mudam nunca. Acho pouco bom.

- Estou cada dia mais abobalhado com crianças e bebês. Preciso ver minha sobrinha Eva, a criança mais linda do mundo, o quanto antes.

- Próximo ano quero passar minhas férias no México. Um mês de mochilão. Vamo aí?

sábado, 9 de agosto de 2008

 
I will sing a lullaby

3 Na Massa - Pecadora

Eu não consigo me controlar
Tenho um demônio na carne, no corpo
Sonho acordada na escuridão da minha cela,
Utilizo os dedos pra provocar sensações proibidas
Eu não sei explicar como isso acontece,
eu sinto um formigamento percorrer o meu corpo,
e algo se desprende, e caminha em direção a você.



Pecadora - 3 na Massa


Mais uma vez sonhei com você. Não como da outra, em que a gente conversava e de repente você se afastava ao menor esboço de aproximação da minha parte. Não foi num bar, numa calçada ou num café perdido no tempo e nas ruas.

Era a casa de alguém próximo a mim, mas muito distante de você. Sonhei, e eu afirmava e dizia sorrindo que ia embora, ia embora de onde eu estava, de volta para os meus, os dos outros, o de sempre.

Sonhei que você aparecia na companhia dele, como se quisesse me forçar a ver que tudo ia bem. E bem que ia, não há razão para mentir. Mas com você lá e ele ali, alguma coisa daria muito errado.

Assim como eu desejei no dia que você recusou todos os meus convites, havia música e dança, além do melhor lubrificante social já inventado.

[essa parte pode ter sido inventada ou não]
Enquanto você não tirava os olhos das marcas nas paredes, ele observava os movimentos precisos dos pares de coxas femininas pelo cômodo, acompanhando a dança com interesse peculiar e libidinoso.

Você olhava as paredes, ele, as coxas, e eu, eu apenas observava você: na gentileza dos seus gestos esboçando um toque na massa que fazia papel de tinta, na precisão do teu traço, no entreabrir da tua boca, forçando a separação lenta e seca dos lábios, logo devidamente umedecidos com a tua língua cruel.
[/essa parte pode ter sido inventada ou não]

De lá te puxei para fora do lugar da dança, da música e da bebida e te pus nos braços, como não havia feito em nenhum outro momento. E assim, nos meus braços e sem explicações maiores, derramei em ti um pouco da saudade que minha boca sentia da tua. Um beijo demorado e suave, causador dum comentário perverso e animado de um dos meus, que passou.

Te pus no chão, cuidando para te pousar de leve. Então, defronte a mim, mais um beijo - no qual sorvi de volta a saudade que minha boca sentia da tua, mas que não te despertava emoção - um olhar, um suspiro e afinal a coragem para a pergunta.

- Por que você faz isso, _________?
- Porque eu sou assim.

.....

Acordei incomodado, como você me deixava. Um incômodo travestido de curiosidade: que raios de força é essa que não se acaba?

Foi então que eu levantei da cama, tomei meu banho, me vesti e saí para mais um dia de trabalho.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

 
Poema da infãncia

Quem és tu, pobre vivente
Que vagas triste e sozinho,
Que tens os raios da estrela,
E as asas do passarinho?


E durante muito tempo, em certas épocas do ano, eu fiquei recitando isso a esmo. Por anos e anos a fio.

[UPDATE] Como me lembrou nos comentários o Adriano Lobão Aragão, faltou dizer que o poema é do autor carioca Fagundes Varela. O poema completo está aqui.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

 
s/t zeroum

[quanto ao seu email de ontem, eu resolvi aceitá-lo como um daqueles dos meus, em que a gente lê mas não diz nada, só mantém ainda mais a certeza que tem alguém em que pode confiar. te amo]


sinto exatamente a mesma coisa. também te amo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

 
Dentro do processo

Saiu minha primeira resenha lá no Amálgama. Uma coisa que já me incomodava tinha muitos dias era o último disco do Chico, que eu não ouvia há ano. Resgatei-o da discografia, me encantei perdidamente e escrevi sobre ele.




Sabidos que somos, este texto vai para o Calo na Orelha em breve, pra não deixar a peteca cair em nenhum lado. A próxima resenha é do Momofuku, do Elvis Costello [exclusiva para o CnO], e na sequência: disco novo do The Walkmen.

Acho que é isso.



segunda-feira, 14 de julho de 2008

 
Das voltas e voltas que tudo dá

Tudo [e um pouco além de tudo, coisas que a gente nem imagina e outras que a gente torce sempre] faz voltas e tem ciclos.

No meu caso, um começa agora, outros apenas retomam a força antiga.

Assim, venho avisar que o Calo na Orelha está de volta, com resenha finalmente parida depois de um mês de gestação em meio a muito trabalho, preguiça [sim, enorme!] e procrastinação da melhor qualidade. O bom amigo Jader Pires se mandou para a Argentina curtir férias, então o retorno fica por minha conta.

Junto com os ciclos, um que nunca arrefece é o do Dois Dedos na Garganta. Temos ainda a foto da querida Ju Alves, mas em breve aparece um bom texto do André Gonçalves pra levar a coisa adiante.

Nos dias inspirados, vou escrevendo um novo conto que brotou no meio de uma viagem de metrô para o trabalho. Simples e imprevisível, como a boa piada.

E por último, mas não menos importante, estréio em breve uma coluna de música no blog/site coletivo Amálgama.




Coletivo por que tem um monte de gente bacana, mas a idéia e o convite foram do Daniel Lopes. Não deixem de conferir as diversas seções presentes por lá. Bom conteúdo escrito [se a modéstia me permite] por gente que manda bem no riscado.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

 
A saga


Radiohead - Nude (unofficial) from Stefan Ringelschwandtner on Vimeo.





Quantos vídeos, versões, experimentações e coisas teremos com Nude? =]

quinta-feira, 26 de junho de 2008

 
Máquinas podem amar




Big Ideas [don't get any]
from James Houston on Vimeo.


E qualquer coisa que elas queiram, inclusive cantar, tocar guitarra, baixo, bateria.

Esse vídeo é o trabalho de conclusão de curso de James Houston, da Glasgow School of Art, e idealizado a priori para participar do concurso de remixes de Nude, do Radiohead, mas que não entrou na disputa por que o cara perdeu o prazo de inscrição.

Para compor os sons que estão no vídeo, James Houston usou um Sinclair ZX Spectrum [guitarras], uma Epson LX-81 Dot Matrix Printer [bateria], um HP Scanjet 3c [baixo] e o arranhar de discos rígidos para as vozes e efeitos sonoros.

A idéia, para onde quer que ela fosse levada, é absolutamente fantástica.

terça-feira, 24 de junho de 2008

 
Bandini lifestyle

"Uma noite, eu estava na cama do meu quarto de hotel, em Bunker Hill, bem no meio de Los Angeles. Era uma noite importante na minha vida, por que eu precisava tomar um decisão quanto ao hotel. Ou eu pagava ou eu saía: era o que dizia o bilhete, o bilhete que a senhoria havia colocado debaixo da minha porta. Um grande problema, que merecia atenção aguda. Eu o resolvi apagando a luz e indo para a cama"

[John Fante - Pergunte ao Pó]

É inerente à minha pessoa a incapacidade de me preocupar com as coisas ao ponto de perder o sono. Eu interpreto isso como um dom. Desde a época da escola, quando eu tinha provas filhasdaputa das quais dependiam minhas férias, passando pelas crises em namoros [a não ser quando envolviam certos períodos do mês, que aí é já é demais...], responsabilidades do estágio, até chegar aos prazos do projeto de conclusão de curso e da especialização... quase nada tem a capacidade de me roubar aquelas 3, 4, 5, 6, 7, 8 horas de sono.

Claro que às vezes eu me forço a ficar acordado para resolver pendências, mas insônia ligada a preocupações é o tipo de fantasma que não me ronda.

Cheguei a pensar nisso como insensiblidade, desrespeito, sei lá. Falta de tato, até. Mas como já dito, hoje interpreto isso como um dom. Ao que parece, o sono é a coisa mais simples de ser perdida, e quase nunca reencontrada.

O meu permanece aqui. Vence problemas de verdade e até aqueles que a gente inventa pra achar que tem alguma coisa errada.

Então, com sua licença, assim como meu amigo Arturo, vou aqui apagar a luz e respeitar meu sacrossanto dom.

A senhoria que se foda.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

 
E o dia amanheceu em paz

"Não, Arturo, nunca houve um mar. Você sonha e deseja, mas atravessa a terra desolada. Nunca verá o mar de novo. Era um mito em que certa vez acreditou. Mas tenho de sorrir, porque o sal do mar está no meu sangue e podem existir dez mil estradas sobre a terra, mas nunca irão me confundir, pois o sangue do meu coração sempre voltará para a bela fonte."

[John Fante - Pergunte ao Pó]

A maldição, bendita maldição, continua.

domingo, 15 de junho de 2008

 
I put a spell on you

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu

Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter

Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu

Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.




 
Verdade

Você é uma das poucas pessoas sem definição no meu msn. E provavelmente vai continuar assim.

Intrigante...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

 
Muse no Brasil

Saíram finalmente as datas oficiais dos shows do Muse no Brasil, depois de muito boato e especulação.

RJ - 30/07
SP - 31/07
DF - 02/08




Não é preciso dizer muita coisa, e não consigo dizer muita coisa.

Escrever essas poucas linhas está sendo um esforço infinito. A sensação que eu tenho é de descontrole eminente: não penso em outra coisa, comer foi uma dificuldade, o peito está pesado, tudo ao meu redor parece insignificante. Mas só vou deixar para perder a noção completamente durante o show, por que eu já quase destruo a minha casa quando vejo o Hullabaloo, então assisti-los ao vivo vai ser ... ... .

A casa, como sempre, está aberta aos incautos visitantes. Vai ser o show da minha vida. Espero que seja o da vida de vocês também...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

 
Sem alma cruel cretino descarado filho da mãe

"'Tenho 30 anos', falei. 'Estou velho demais para mentir para mim mesmo e chamar isso de honra'."

[F. Scott Fitzgerald - O Grande Gatsby]

segunda-feira, 9 de junho de 2008

 
You put a spell on me

"É rara a exibição de auto-suficiência que não provoque um cumprimento aturdido da minha parte."

[F. Scott Fitzgerald - O Grande Gatsby]

sexta-feira, 6 de junho de 2008

 
Eis o que surge duma canção de bossa

Quando ela chegou na minha casa e eu fiquei sabendo que ia ter que conviver com aquela criatura do nariz mais feio de todos os bebês do mundo, que ela ficaria com meu berço, e dividiria o quarto com ela, a única coisa que me pareceu apropriada foi me munir com um cabo de vassoura e enfrentar o inimigo.




Ainda bem [claro!] que minha mãe conseguiu impedir o infanticídio, mesmo que isso não impedisse diversos quebra-paus durante toda a infância, e hoje eu moro fora e ela cuida das coisas dela, leva o carro pra oficina, e conversa comigo e eu dou conselho pra ela e ela fala que não gosta das moças que entram e saem da minha vida [mentira!] e a gente se trata como amigos, antes até que como irmãos, falando palavrão um pro outro e dividindo piadas internas e colchão de pousada.

Enfim, depois de 22 anos de brigas constantes e desentendimentos eternos pelas mais diversas e bizarras razões, que bom sentir verdadeiramente e sem nenhum problema em admitir em público que te amo sim e que ainda tem muita coisa pra acontecer.

sábado, 31 de maio de 2008

 
Sweet dreams are made of...?

Cerveja, muita cerveja, várias vezes eles, luckies, fotos, grama, umas árvores pra dar sobra, uma coberta pra fechar do frio, vodca, muita vodca, suco de maracujá, laranja, morango e um pouco de kiwi picado.

Uma panelada da Paixão, macarronada da minha mãe, um pouco de doce de casca de limão da minha avó, um licor de umbu de Pedro II, uma dose gelada de mangueira com cajuína, várias vezes eles, várias vezes eles, um pouco de Strokes e Walkmen, um jazz com a Billie... E quando a cachaça batesse, Oasis pra levantar a bola, um pouco de Jimi Hendrix pra esquentar e Led Zepellin pra acabar com tudo.

Levantar e correr um pouco, brincar de alguma coisa patética e infantil, mas sempre divertida, rir um pouco, tirar umas fotos, tomar uma água, conversar sobre coisas aleatórias as usual, um beijo roubado e outros desejosos de outros desejados, um silêncio demorado, ver o pôr-do-sol, ou fechar o olho mais um pouco, num abraço pra rebater o frio que a coberta não garante.

E à noite, um banho quente, uma roupa confortável e um bom show de rock n' roll, para tomar cerveja na beira do palco. Berrar pedindo pela música preferida, gritar pra ser escutado, arrotar disfarçando pra não ser chamado de mal-educado, puxar alguém no canto e confessar algum segredo engraçado, contar umas piadas, e ir embora quando o dia já fosse outro, o sol já fosse outro e as coisas fossem de novo as mesmas.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

 
Como em julho de 96

Hoje São Bernardo amanheceu ensolarada, preguiçosa e com um vento que batia na porta da varandinha aqui do apê desde cedo. Com compromissos pra resolver, bermuda, camiseta e havaiana de pedreiro, botar o pé na rua foi um movimento sóbrio e tranquilo. Tem um bom tempo que nostalgia nenhuma me abate. Claro, há saudade de certas coisas, alguns momentos, mas essas vêm mais à noite, naqueles segundos que duram uma noite inteira de sono, como é natural...

Mas como aconteceu no julho de 96, nas férias de julho de 96, andar pelas ruas de SBC e ver as copas das árvores balançando e o vento desalinhando o cabelo das pessoas me fez calcular qual o local mais indicado para soltar uma pipa, onde eu poderia arranjar um bom pedaço de bambu, se a venda da esquina teria linha .10 e seda e como eu poderia fazer uma boa rabiola, se com seda ou se com saco de supermercado. Pensei rápido se eu ainda saberia fazer os "besouros" que meu pai me ensinou naquelas férias, a coisa mais simples do mundo mas que eu não faço tem uns 10 anos.

Eu me toco que não é nostalgia, lembrança do meu tempo de criança, vontade de voltar à infância nem nada disso. São só lembranças boas, daquelas que fazem você sorrir do nada e dar 'bom dia' pras senhoras que voltam da feira caminhando. Faz parte do mesmo grupo de recordações o tempo que eu ia para o centro de Teresina rodar de banca em banca lendo as revistas aos pedaços, ver as pessoas nas praças, comer pastel com caldo de cana... Essas coisas pequenas...

Será se a Eva gosta de pipa?

terça-feira, 27 de maio de 2008

 
Houston?

"How I always memorize
every single misery
and I seem to glorify
everything inside of me"

[The Cardigans - Never Recover]

terça-feira, 20 de maio de 2008

 
Sol

Everybody sees me
But it's not that easy
Standing in the light field
Waiting for some action


sábado, 17 de maio de 2008

 
Assim é

"Passing through, passing through
Sometimes happy, sometimes blue
[...]
Tell the people that you saw me passing through"

[Leonard Cohen - Passing Through]

segunda-feira, 12 de maio de 2008

 
Decisão

"Essa foi a melhor coisa que já fizeram pra mim, sabia?"

Que bom...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

 
All things must pass?

- Então é isso, George? "All things must pass" mesmo?
- É, Jansen, é por aí, cara...
- Tem certeza?
- Tenho, velho... "All things must pass away..."
- Você se importa se eu não acatar o seu conselho assim de cara?
- Claro que não, velho. My sweet lord be with you. "Some things take so long, but how do I explain?"
- Só se sabe fazendo, né?
- A idéia é essa, cara, a idéia é essa...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

 
Tender is the Night

"Indeed, he had made a quick study of the whole affair, simplifying it always until it bore a faint resemblance to one of his own parties."

[F. Scott Fitzgerald - Tender is the Night]

quarta-feira, 7 de maio de 2008

 
Fogo Morto

      "A alma de Joaquina, na noite de lua, se embalava naquele pranto que queria tocar o coração de Deus. D. Amélia fechou a porta da cozinha. Dentro de sua casa havia uma coisa pior do que a morte. Não havia vozes que amansassem as dores que andavam no coração do seu povo. Viu a réstia que vinha do quarto dos santos, da luz mortiça da lâmpada de azeite. Caiu nos pés de Deus, com o corpo mais doído que o de Lula, com a alma mais pesada que a de Neném.
      Acabara-se o Santa Fé".

[José Lins do Rego - Fogo Morto]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

 
Fora de foco

"And this loneliness won't leave me alone
It's such a drag to be on your own"

[Jimmy Cliff]

 
Dívida

"After all, you promised me a broken nose and twisted knee"

[The Walkmen]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" V

"Oh wonder, how many goodly creatures are there here, how beautious mankind is, oh Brave New World that has such people in it."

[Shakespeare - A Tempestade]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" IV

"There's no home for you here, girl, go away"

[White Stripes]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" III

"Inútil dormir que a dor não passa"

[Chico Buarque]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" II

"You can't always get what you want"

[Rolling Stones]

 
Da série "Verdades incontestáveis" I

"Pedra que rola não cria musgo"

[dito popular]

sexta-feira, 2 de maio de 2008

 
No sugar for me

"But needing and wanting are two seperate things"

[The Von Bondies]

quinta-feira, 1 de maio de 2008

 
A marca dos meus desenganos

"Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar..."

[paulinho da viola]

A tradução dos modernos amores.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

 
The Graduate

"Não sei se eu estou pirando
Ou se as coisas estão melhorando
Não sei se eu vou ter algum dinheiro
Ou se eu só vou cantar no chuveiro"

[rita lee - mamãe natureza]

E como a dúvida é boa...

 
Meio termo

"Não quero ser triste como o poeta que envelhece lendo Maiakóvski na loja de conveniência...

Não quero ser alegre como o cão que sai a passear com o seu dono alegre sob o sol de domingo..."

[Zeca Baleiro]

terça-feira, 29 de abril de 2008

 
Pequenas verdades

"Há vozes que merecem ser ouvidas desesperadamente por três dias seguidos."

Nem sempre se descobre isso do melhor jeito. Descobrir, no entanto, é fundamental.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

 
Could you keep a secret?



"Let it die and get out of my mind"

quinta-feira, 24 de abril de 2008

 
Time for meaningless words

"Half of what I say is meaningless; but I say it so that the other half may reach you"

Eu sei...

 
Denial isn't the best way





I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards

 
I Kept Missing Your Train



Is home where your heart is?



 
Accidents waiting to happen





 
Verdade

Por mais que se negue, o bom é que é tudo cíclico. São ciclos. E só.


 
I Will

"Meet the real world coming out of your shell"

 
Is this the ear you can't hear on?





"Thank you for the good times"
Before the good times fly away

 
Convite

I'll be back tomorrow that is if you're here
and you promise to keep it between you and me

quarta-feira, 23 de abril de 2008

 
Sincerest of eyes?





"The evening was long, my guesses were true
You saw me see you
That something you said, the timing was right
The pleasure was mine"

 
After the sunrise





"I just wanted another night"

 
É cedo da manhã

Bastava apenas um café, nada de frutas ou pão...

"Basta um café, honey..."

E o dia já começava bem.

terça-feira, 22 de abril de 2008

 
I like to remember it like that





i came here for a good time and you're telling me to leave
but you don't have to say it again, I heard you the first time

[the walkmen - what's in it for me]


 
Joni Mitchell said

"All romantics meet the same fate someday: cynical and drunk and boring someone, in some café"

 
Nas estampas e no tecido fino

Se inventor fosse, minha opus magnum seria um sabão em pó que fixasse nas roupas o cheiro das boas noites de sono para sempre.



 
Trocando em miúdos

"Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu"

domingo, 13 de abril de 2008

 
Verso inevitável

"quando eu espero
e você diz 'hoje não vou, não posso'
é como se você me oferecesse,
venenosa,
uma corda e lançasse,
sabida, a pergunta
'no tornozelo ou no pescoço?'"

quarta-feira, 9 de abril de 2008

 
Espelho-fenda-espaço-tempo

Reler José Lins do Rego é como acariciar uma criança que continua existindo somente dentro de mim. Os cabelos curtos, bem castanhos, retos a mando do pai, a pele branca e lisa, os joelhos esfolados, as mãos grossas e as unhas sujas.

Reler Zé Lins é como ter de novo o livro de capa dura e folhas finas de seda com a obra completa, última herança literária da juventude da mãe, capa perdida no tempo, lombada bem legível: "José Lins do Rego - Obra Completa".

Reler Fogo Morto, com todas as suas características sociais, do sofrer do homem, da rudeza dos espíritos, do consumo da alma pelo silêncio, é lembrar da criança que lia Menino de Engenho, Doidinho, Bangüê, O Moleque Ricardo e Usina e se encantava com todas aquelas histórias de fazenda, que lembravam tanto o sítio do avô, as fugas proibidas para o rio, o pé no chão, as canas para chupar e o futebol com os meninos do caseiro.




Reler José Lins do Rego é como beijar a testa da criança deitada na cama que lê atenta aquelas histórias de um tempo que já não mais existe e acender a luz do quarto para que o menino possa ler em paz.

terça-feira, 8 de abril de 2008

 
Não são cinco ou dez

Não são dois ou quatro. Nem 7, 14, 21...

Não são andares, nem passos nem contagens perdidas, daqui de cima eu vejo quase nada. Assim, deixe-me explicar, você não é daqui.




Daqui de cima eu vejo, posso ver tudo, estando sozinho, mas estou na contramão. É como se eu não pudesse controlar nada.

Eu não vejo nada, na verdade.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

 
"07h15 eu acordo e começo a me lembrar"

A coisa é séria e consome todo o seu corpo, suga suas energias.

Primeiro você não dorme, o estômago revira e tudo que você deseja é algo que provoque um desmaio rápido, indolor e sem efeitos colaterais [também conhecido como "sono dos justos"]. Depois, você deseja sonhar com pradarias, mansões, com a Catherine Zeta-Jones vestindo um moletom seu.

Quando as primeiras alucinações passam e você pisca e só acorda 5h30 depois, já com a insistente música do despertador provocando arrepios de dor, um bom começo é abrir os olhos e uma dor de cabeça lancinante ser a primeira sensação do dia. Não daquelas de ficar só incomodado, mas daquelas dores de cabeça que não dão nem espaço pra dúvida de antes de qualquer coisa tomar um remédio [ou dois ou até três], mesmo com o estômago vazio.

Você acorda de verdade, e vai logo para o banho, o dia promete ser frio e você imagina onde estará aquele blusão que combina com a única camisa limpa e decente que você tem. A água quente alivia a dor de cabeça, você se arruma, dorme no carro do amigo que te dá carona, e o dia começa a esquentar, então você tira o casaco, o cachecol e fica só com o blusão [e a camisa], que será devidamente eliminado da vestimenta assim que você chega ao trabalho.

A primeira caneca de café do dia é bem cheia e acompanha pedaços de um bolo que lembra laranja, feito por uma colega de trabalho. Dois pedaços, além de morto de fome, você não tomou café, então lá vem a segunda caneca de café, já são quase 500ml de cafeína circulando no seu parco sangue.

Você não sente fome e intercala goladas de café com água gelada, pretexto ideal para ir ao banheiro seguidas vezes, lavar o rosto, sacar o charme das olheiras e, claro, pensar em como ser patologicamente ansioso lhe confere um ar nerd e masoquista. Ou nerd e suicida. Ou nerd e F5 addicted.

E você, ateu convicto, passa a rezar mentalmente para que seu celular toque. Ou chegue um e-mail

Mas claro, deus existe e é sacana. O telefone não toca, o e-mail não chega e você testa a espessura da parede do seu estômago com mais uma caneca de café.

Segundas-feiras não poderiam ser mais deliciosas.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

 
"Olá, como vai?"

Não vou falar como o Paulinho e, dizer que vou indo, e você?, ou contar pequenas mentiras que não significam nada. Não vou falar nada, inclusive.

Sabe momentos em que você contempla cenas do passado, coisas que você faz, incorporadas a você, tatuagens no seu subconsciente, definindo o seu novo eu?

Então, eu sei disso. Nos detalhes, sempre neles. O olho puxado, a bochecha rosada demais no exagero de maquiagem, o cabelo longo, depois dos ombros, a voz infantil proposital, o abraço bom, o hálito quente... Essas coisas todas que a gente entra em contato e nem o corpo nem o olho esquecem.




Na baixa confidência do físico [quase um arremedo de Gregório de Matos], você se sente pequeno diante do fato do desejo completo e irracional de outro contato, outro toque, outro passeio. Mas se tomamos decisões nessa vida e as seguimos é por que há a necessidade da fibra moral ser testada.

Eu gosto de testes. E gosto de longos caminhos. De paisagens. E de cigarros. E de piadas sem graça. De dirigir. De capuccino. De Manuel Bandeira. E de frio. E de hálito quente.

Um tempo atrás eu não gostava de ir para casa. Era complicado passar por certos lugares, era como se todos os dias eu fosse testado do jeito errado. Aquelas luzes todas, tão convidativas, tão sedutoras, tão altas, pedindo um salto qualquer no infinito que liberta o corpo para ser mente apenas. Eu piscava mais rápido, várias vezes mais rápido, e os passos largos desejando que aquela provação passasse. E passava. Assim como naquele dia, quando você me pediu e eu disse não. Era ruim e bom e fazia bem e mal. Mas passou.

Eu acho isso tudo tão legal. Cifras são modos interessantes de instigar as pessoas a pensarem as coisas erradas. Ironia é um jeito delicioso de fazer a outra pessoa se sentir pior que você, sem precisar ser desagradável. Azul às vezes é uma cor, quase sempre é uma tristeza que embrulha o estômago. Paz é uma coisa que eu não sei o que significa. Mas há quem diga que existe. Eu não duvido.

Eu não duvido de nada.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

 
Caffeine addiction

A coisa funciona assim: você assiste blockbusters e os copos gigantes de café estão lá, você é viciado em Friends e o café está lá, você dorme pouco, fuma, precisa ficar acordado, e lá vai você encher a tromba de cafeína.

Eu mesmo, que não era fã da bicha [sempre fui mais afeito à nicotina], me tornei aqui nessa braseela que é Sampa. Tudo é longe, trabalhar por mais de 10h, fazer pós-graduação à noite, virar fins de semana inteiros... essas e outras coisas pedem um tuiiiiin extra. Não basta tomar uma coca, um cafezinho. Logo você já quer uma caneca cheia de café puro e forte, só com um pouco de açúcar.

Não digo que essa relação seja completamente nova pra mim. Tomava meus capuccinos em Teresina, mas obviamente não é a mesma coisa. Como bom morador do inferno, curtia mais coisas geladas and stuff. Agora que estou na Terra da Garoa, cair de boca saborear um bom café a qualquer hora do dia parece o paraíso. Ainda mais se você consegue encontrar o café que combina exatamente com o seu paladar.

E é nessa que a dica de hoje [não que ela vá servir pra muita coisa, já que a ação ainda não chegou ao Brasil, mas pelo menos você se diverte com o site, os testes e os grafismos] entra.

A Starbucks [que faz aquele café nos copos gigantes, meio aguados e com cafeína pra deixar qualquer um ligado dias e dias] desenvolveu uma ação para divulgar seus infinitos tipos de café. Lá você pode conhecer as propriedades de cada tipo, dar uma sacada numas ilustrações dos baristas da casa e responder a um mini teste para chegar ao seu café ideal. Delicioso graficamente. Agora quero ter dinheiro de novo pra tomar meu Caffé Verona, venti, com leite de soja e canela, por favor.


Meu café ideal foi Caffé Verona




ps. vi isso no Brainstorm #9, fui lá conferir e achei bem bom.

 
Sorte de hoje: só prometa o que pode cumprir

Mal sabe o Orkut, mas tem sido assim tem um tempo já.

Costuma ser o modo mais efetivo, seguro e plausível de se tocar uma vida.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

 
I'm only sleeping?

Eu não faço a mínima idéia da roupa que ela vestia. Era algo leve, isso eu bem sei, talvez um pequeno short, desses tão em moda até outro dia. Descalça, a mesma pele morena de muitos anos antes, o cabelo amarrado dum jeito diferente, mas bonito. O rosto delicado encoberto de leve pelo sol nas costas, era pôr-do-sol.

Passei por ela numa caminhada mais rápida que o ritmo que ela impunha sozinha, ela caminhava sozinha. Quando passei por ela, ela chamou meu nome. "Pedro?"

Voltei a cabeça e reconheci a mocinha irmã da outra mocinha dos tempos de escola, aquela que tinha me rendido uma árdua prova à minha retórica. Tanta conversa originou um primeiro beijo tímido e logo depois investidas mais afoitas. E nisso ficou.

Então eu a reencontrava num sonho, na praia, num pôr-do-sol, ela andando sozinha, de short e descalça, cabelo amarrado e talvez uma bata branca, eu igualmente descalço, chinelos na mão, cabelo desgrenhado pelo vento, alto pelo sal, seco pelo sol, barba rala por fazer. Ela chama meu nome, "Pedro?", eu me viro e ela abre um sorriso, e como estamos mesmo num sonho, diz assim, sem os pequenos formalismos do elogio forçado, "você está bonito"...

Agradeci e disse um sincero "você também", já interessado pela possibilidade de um revival tão improvável e causador de tanta curiosidade. Diminui a marcha e voltei o corpo para falar com ela, parecia então que tinha 15 anos novamente, mas sem as fraquezas de espírito que me acometiam naquela idade. Depois de algumas conversas bobas e esquecidas, perguntei se ela estava namorando.

"Ainda não, vou responder hoje à noite".

E então encaixei outra pergunta, ignorando o compromisso dela marcado para quando o sol estiver descansando. "Quer sair comigo?". Assim, sem qualquer sugestão de roteiro, apenas a coluna ereta, o peito aberto, os ombros alargados para mostrar confiança e a voz um tom abaixo do normal, para passar firmeza e determinação.

E do resto eu não lembro.

 
Às 07h o telefone toca

É você do outro lado, rindo como se fosse jovem de novo, preocupada com as estações de ano que nos separam, se já não fossem os 1.800 km. Enquanto aqui é outono, aí é o inverno torto, que chove e tudo alaga, e eu minto, minto com convicção e voz tremida de quem acabou de acordar.

Você fala dele, o negro amado quase da minha altura e quase da minha idade e todo dentro do meu peito que está bem, fala das vias alagadas, das coisas que eu já não sei mais, é uma coisa que naturalmente acontece, eu até poderia falar tudo, mas é principalmente quando eu calo que eu sinto uma força diferente se materializando dentro do meu estômago. O aperto se dissipa com o copo de água gelada religiosamente tomando todos os dias pela manhã. Água gelada sempre me fez pensar melhor.

Você pergunta então sobre os projetos que já não fazem mais parte da pauta do meu dia, eu lembro que acordei às 05h30, antes de tudo tocar, despertadores ou preocupações, e essas segundas quase me deixam acordado. A agonia da prova de matemática no dia seguinte nunca me fez perder o sono, quem diria um desarranjo qualquer. Só que a sua voz, naturalmente aguda, me faz enternecer dentro de mim mesmo. Derreto por dentro na negação do seu desejo mais puro e menos útil, mas ainda assim nunca não-válido. Quem sabe quando você entrar? Não, não precisa, é uma coisa desnecessária. Por que você não gosta ou por que você não quer? Porque eu não quero. Então eu faço questão. Quem sabe quando você entrar? Então você faz uma referência à espessura e ao grau que assim terei. Eu rio e concordo.

E eu penso que foi ele quem me passou toda essa teimosia e gana pela verdade levar meu nome, mas na verdade veio tudo de você. E quando, três minutos e alguns segundos depois, você desliga, tomo mais um gole de água gelada, coço os olhos na intenção de esconder o que o soluço não permite e sigo para o banho que rotina mais um dia.

 
Eu blogo tu blogas ELA bloga?

Posso contar nos dedos da mão do Lula que só tem quatro dedos quantas vezes essa criatura entrou no MSN e passou mais de cinco minutos por ali, de papo pro ar. Virou até motivo de piada interna: "vou saindo aqui senão o povo vai pensar que eu estou me tornando sociável".


em tempo: morram de inveja da heineken de 600ml!!!


Ela é autora das tiradas mais irônicas, rendendo até uma rápida constatação do nosso amigo Rafael Campos sobre os comentários dela, nos tempos em que a tchurma abraçava o Fotolog e chamava de meu amor: "A Luana passa a noite todinha pensando no que ela vai comentar nos fotologs do povo no dia seguinte", originando a velha desculpa de ir embora cedo pra casa e sair daquela vibe de integração e folia que o azedume charmoso dela não curtiam muito [mentira!]: "minha gente, eu vou pra casa, sabe como é, tenho que pensar nos comentários das fotos do povo de amanhã".

Ela mesma possuiu um fotolog e, vejam só, expunha uma verve Harold Bloom finérrima, com comentários super interessantes sobre literatura. O projeto foi placidamente abandonado depois de um tempo, claro.

Orkut talvez fosse a ferramenta que ela mais usasse, naquela troca de scraps febris contando a baixaria da noite passada, falando mal veladamente dos nossos desafetinhos e mandando aquele abraço de saudade.

Quando no último domingo eu encontrei com ela aqui em Sampa, enquanto ela esperava o horário da conexão pra Londres, Luana inclusive já falava da angústia de ter que se render à tecnologia para se comunicar, mais especificamente ao MSN.

Qual não foi a minha mais empolgante surpresa ao abrir meu scrapbook hoje pela manhã e dar de cara com uma mensagem dela com o link para o Incenso Fosse Música... Um blog, Luana Maria!?

De repente, não só MSN, Orkut, mas também um blog. A ironia, a inteligência e o quê de baixa que compete aos membros do BFC estão lá. Mal posso esperar pelos próximos posts.



UPDATE

Minha memória realmente tem me traído. Como bem me lembraram Juba e Clarissa nos comentários, Luana Maria Medeiros realmente já teve um blog, nos mais perdidos tempos em que o Uol ainda bombava como servidor de diarinhos virtuais. O endereço fica perdido, mas me lembro das resmungações apetitosas que ela jogava por lá, inclusive desabafos sobre o assédio que o Rei Negão recebia à época... [isso se eu não tiver confundido tudo de novo... :P]

 
Em verdade, em verdade vos digo


deus chama a gente pra um momento novo

clique na imagem acima para ler a tirinha inteira



A arte que sempre supre a minha vontade de ser escroto logo cedo da manhã.

segunda-feira, 31 de março de 2008

 
Sobre aqui ser assim

Ontem fez frio. Amanheceu nublado, um tempo de outono bonitinho, mas um tico mais frio. A coberta resolveu isso até a hora do almoço. Colocar a cara pra fora de casa, comprar coisas, fazer o almoço, aquele conversa toda. Filme e sono, sair pra rua encontrar a amiga que está me matando de inveja vai embora. Cerveja da boa, da verdinha, gelada, vento frio, arrependimento de sair de bermuda, ida pra casa de ônibus, vendo a noite, as coisas acontecendo, as pessoas nas paradas, descer, caminhar, subir ladeira, comprar um sonho, aquela coisa toda que fecha um fim de semana tranqüilo.

Dormir num lugar e acordar em outro não é esse caso, mas quando você dorme com sensação térmica de 14ºC e acorda com sol e calorzinho que não precisa nem ligar o chuveiro elétrico é o tipo de coisa que põe seu corpo maluco. Nem é quente, nem é frio, o corpo reclama, a garganta amanhece fechada, o nariz vai dormir entupido.

Aí você deseja um casaco quentinho [se bem que a camisa de flanela, além do ar "sou grunge, fã do nirvana e fazia chapinha no cabelo pra ele ficar super liso", caiu muito bem], um cachecol bem colorido que quebre o cinza da cidade acentuado pela pouca luz da noite chegando, ou uma calça de moletom vagabundo esperando quando chegar em casa, ou uma manta que esquente em frações de nano segundo... todas essas maravilhas que tiram o foco de que não importa muito o frio ou o calor [que pede regatas, sucos e saladas], importa o que você carrega dentro de si. E isso é o que realmente importa, seja no calor eterno de Teresina ou no clima indeciso de Sampa.

"For peace of mind and happiness"...

sexta-feira, 28 de março de 2008

 
Sobre fotos, tardes e mangueira com cajuína

Quero coisas, dias, momentos para mim de novo. Não assim como se eu não quisesse viver o que vem pela frente, não é isso, não mesmo. Eu te digo que não, por favor, acredite em mim.

O que eu digo é que alguns momentos ficam marcados na sua memória de um jeito delicadamente grosseiro, como se talhados em madeira pelo xilogravurista. Delicado mas grosseiro. O traço é gentil, mas o material é madeira, pesada e grossa.

A tarde no banco do jardim, a brincadeira com os cachorros, a ligação para reforçar o convite e cobrar a presença, a torta da avó para o amigo, o elogio, os destratos, a mensagem com mordidas, o sono durante o trabalho, as manhãs no parque, vendo crianças, vendo desenhos, dormindo no parque, os dias que vi amanhecer, a bebida barata e deliciosa, as noites tomando cervejas, tudo é motivo de uma saudade especial, que não maltrata mas que deixa aquele gosto "azedinho doce", como a bala da infância. Sinto também saudade dessa bala, até a 7Belo voltou e a Azedinho Doce parece ter sumido para sempre.

E é assim que as coisas são, e assim como elas são, naturalmente desde sua criação e surgimento, um dia elas mudam.

Quando for hora de encarar a morte, se a lenda do filme da vida diante dos olhos realmente for verdadeira, creio que meu último suspiro vai ser bem longo. São tantas as coisas a serem vistas, tantas saudades boas. Coisas curiosas e chatas, tristes e felizes, dias de chuva em que não me sentia sozinho, dias de sol bons para andar de bicicleta e meu joelho não reclamava, finalmente aprender a andar de bicicleta sem as rodinhas de apoio, as primeiras aventuras, os pequenos delitos, as pinturas na parede... Coisas que hoje estão ali, congeladas na memória, esperando um gatilho qualquer para disparar tudo isso num filme que eu não canso de assistir. Um clássico da minha vida, uma câmera na mão e nenhuma idéia do que pudesse acontecer. Tudo apenas acontecia.

Um grande amigo outro dia me disse que eu estava muito nostálgico. Não sei bem o que acontece, mas ele está certo. Lembro dele ainda descobrindo os corredores da universidade, depois a amizade, a velha piada do show em que eu não o deixei na porta de casa, as outras tardes fazendo nada, aquela conversa infinita recheada de silêncio dedicado à leitura de um gibi antigo, as conversas e os cigarros acompanhando a amiga que ia embora, essas coisas que não se esquece e boas de lembrar. Nem faz mal nem maltrata nem nada. É bom de lembrar mesmo e a gente lembra até sem querer. Essas, inclusive, são as melhores memórias.

O dia em que a festa acabou cedinho no dia seguinte e tomamos um café numa padaria qualquer perdida entre a Augusta e a Bela Cintra, a volta para casa de estômago forrado, o sol forte cegando e esquentando a pele, o sono bom e longo, a canção da banda predileta no violão, o trevo, o cabelo cortado de repente, o cigarro predileto, a cerveja com coca cola, os shows, que delícia eram os shows, o baixo com a fita da cesta de café da manhã de longa data e nunca nunca esquecida, sempre comigo no primeiro baixo, depois no segundo, hoje na minha carteira, as canções, os pulos, as canções marcantes e inesperadas, todas as coisas que não se esquece e que é fantástico lembrar... Os almoços corridos no restaurante universitário, o picolé de creme de abacaxi depois, centavos por uma coisa tão gostosa... O primeiro cigarro, o primeiro maço, a descoberta do cigarro predileto, a visita à médica bonita, o disco bom da banda desconhecida, as doses de cachaça, o tira gosto de fruta verde, essas coisas que se faz quando se é jovem e se tem medo de tudo, tudo é novo. Coisas boas de todo dia e que vão sendo catalogadas na memória. Um imenso e desorganizado arquivo que, ainda bem, cresce todos os dias....

quinta-feira, 27 de março de 2008

 
Enquanto isso, no chat do soulseek....

[pedrojansen] menina, mudando de pau pra cacete: cabei de reencarnar minha fase "sou filho dos anos 70 e adoro deep purple"
[pedrojansen] hahahahaha
[pedrojansen] to doido pra soltar uns agudos aqui na agencia... AHUEHAUEHAUEHUA

(12:03) [linex82] hauhauhauhauhau
(12:03) [linex82] hahahahaha
(12:03) [linex82] ow bixo besta :P
[pedrojansen] ahuehuea
[pedrojansen] posso fazer nada :P

quarta-feira, 26 de março de 2008

 
La science des rêves

Sonhei com dois amigos do tempo do Diocesano de ontem pra hoje. Eu já tinha levantado para tomar uma água, voltado para a cama, deitado e então sonhei. Eles apareciam dentro de um ônibus, me chamavam pra viajar, ir com eles, sei lá. O André, corintiano, já é engenheiro e quase é arquiteto. Deve faltar pouco pra terminar Arquitetura. Ele mora[va] num sítio, nos rumos de Timon. Alto, louro e magro, toca[va] violão e guitarra. E adora[va] futebol. O David, hoje é quase militar, está treinando lá por Santa Catarina. Vascaíno como eu, roqueiro como André e eu, portador de miopia como o André e eu, fez uns 10 vestibulares antes de passar pra academia militar. Odontologia, Fisioterapia, acho que Veterinária... é um dos caras mais engraçados e bem humorados que conheci. Ele foi a primeira pessoa que eu vi chamando os seriados americanos de enlatados. Nós três éramos fãs de Guns N' Roses, queríamos montar uma banda. Foi a primeira patota de três amigos que eu denominei como Trio Ameba. A gente achava graça das coisas mais imbecis do mundo. E queríamos ter uma banda. Quando eu fui representante de turma no 3° ano do Ensino Médio, no meu "discurso" de despedida, numa das infinitas aulas da saudade, preferi apelar pra consciência e dizer que o vestibular não dispunha de vagas suficientes pra todo mundo que queria Medicina. Do fundão, nossa casa e reduto, David solta um jocoso "brigado, Pedro, era tudo que eu quera ouvir mesmo". No meio do discurso, uma gargalhada... Ele tinha escolhido Medicina como 1ª opção e não passou. Hoje eu vibro com isso, por que a não-aprovação e consequente busca dele rendeu um encontro com o que ele realmente queria. O André era foda e sabia das coisas. Passou em 1° lugar pra Engenharia Civil; no ano seguinte, passou em 4° lugar para Arquitetura. David costumava dizer que jogando futebol eu era "marcado pela natureza". Eu ria muito disso e quase nunca me irritava. Acho que gente não discutiu nenhuma vez. Aguentávamos ser expulsos de sala, as reclamações da coordenação... antes de entender o que realmente estava acontecendo ao meu redor em relação a amizades profundas, era com eles que eu me sentia profundamente bem. Sentia-os como irmãos. Na foto clássica ao fim do 3° ano do Ensino Médio, nós três estamos juntos. Nas fotos da turma também, sempre com um ou outro bom amigo gravitando ao redor daquela tríade. Nas últimas aulas, enquanto eu e o André chorávamos a certeza da distância eminente, o David segurava as pontas com um "o mundo não vai acabar não, rapaz!"... Um dia eu encontrei o David tirando uma xerox lá no SG4, depois de uma aula de Odonto. Os santos bateram de novo, depois de tanto tempo distantes. Mas numa intensidade menor, confesso. O mesmo aconteceu com o André, das vezes em que nos encontramos. Tive a sorte de encontrá-lo numa das minhas comemorações de formatura e dar a ele uma senha do baile. Ele não foi. Um dia encontrei o David no Orkut. Trocamos uns scraps, mas ficou nisso. Eu entendo, não tenho rancor nenhum por essa aparente frieza. As pessoas mudam, as relações mudam, mas os dias de Diocesano não serão esquecidos nunca, disso tenho certeza. E hoje, eu já tinha levantado para tomar uma água, voltado para a cama, deitado e então sonhei. Sonhei com eles. Será que o ônibus é uma alegoria para a saudade? Ou é a tradução de que nosso projeto de banda finalmente vai se concretizar? Será se o David comprou uma bateria? Será se o dedo que o André machucou na trave do sítio dele finalmente sarou por completo? Será?...

Não vejo a hora de dormir novamente pra ver se sonho com o final dessa história.

Saudade de vocês, amigos.

terça-feira, 25 de março de 2008

 
Sempre pode ser pior

"Soma is what they would take when hard times opened their eyes, saw pain in a new way"
[The Strokes - Soma]


Quando tinha meus 10, 11 anos eu ia todas as manhãs para a casa da minha avó paterna, estudar com uma tia que passava férias imensas em Teresina. Licença prêmio, chamava.

E como a casa da minha avó ficava numa altura boa da 24 de Janeiro, pertinho do cruzamento com a Joaquim Ribeiro, ia de lá para o Diocesano, minha escola por 11 anos.

Nessa época, meu pai almoçava na casa da minha avó, era mais próximo do trabalho dele, lá no centro, do lado da Praça Rio Branco, nas Pernambucanas.

Um dia eu não entendi nada. Ainda nem tinha tomado banho para ir para a escola e ele já havia chegado para o almoço. Disse um "oi" para ele, a figura séria e serena do meu pai caminhando pelo corredor da casa de minha avó. Ele sentou numa poltrona da sala, tirou os sapatos, as meias, trocou de roupa e foi fazer qualquer coisa que não lembro.

Daquele dia em diante ele não trabalhou mais, estava "aposentado".

Quando eu fui dispensado do meu primeiro e esquecido estágio, eu mal conseguia me controlar. Disse um tímido "tchau, foi bacana trabalhar com vocês" para a redação - que fez cara de quem já sabia o que estava rolando - e saí. E, olhando para a Frei Serafim, chorei.

Mas eu só tinha 19 anos, a faculdade inteira pela frente e muitas coisas para aprender e fazer. E foi isso que fiz. Posso até me orgulhar do fato de que dos meus estágios posteriores o único que não saí por minha vontade foi de um jornal de saúde que faliu por falta de anunciantes. De todos os outros aprendi tudo que havia para aprender e enfim segui.

Depois disso tudo, ser demitido não é das piores coisas do mundo. Dá um certo desânimo, mas poderia ser bem, bem pior. Pelo menos eu não comprei meus presentes de aniversário, nem minha nova câmera, nem passagens para Teresina, nem garrafas de vodca boa, nem aquela fusquinha azul-calcinha... O teste do anjo da guarda no último domingo foi fichinha para o que ele me fez no último mês. E para o que ele me fez ontem.

Como diz o Noite Ilustrada, e muito bem repete minha amiga Karine, "reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima".

E é isso.

quinta-feira, 20 de março de 2008

 
Por uma mídia alternativa acessada



Sean Lennon, a dor e a traição

quinta-feira, 13 de março de 2008

 
Segue, engole em seco

Assim, sem mais nem menos, escrevi o texto inspirado na foto que o amigo Edson Costa postou no dDnG. Lembram?

E lá foi ele pro blog. L-E-I-A-M!

=)

terça-feira, 11 de março de 2008

 
Você sabe o que significa essas cinco pe-pedrinha, meu irmão?




É MARAVILHOSO...
CONSELHEIRO...
DEUS FORTE...
PAI DA ETERNIDADE...
E...

PRÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍNCIPE DA PAAAAAAAAAAZ!!!



segunda-feira, 10 de março de 2008

 
dois DEDOS na GARGANTA

Um texto, uma foto. Bilhetes, cacos. O que virá agora?




André Gonçalves deu alguns nós, logo de cara.

Edson Costa apostou que pedaços da mesma coisa podem se unir numa coisa diferente.

Assim, só me resta a pergunta: o que virá agora?

quinta-feira, 6 de março de 2008

 
Não ache que isso é outra coisa senão dor

Não é imaginação, não é frescura, não é desalento. Quer dizer, pode até ser desalento, pode provocar desespero, mas não ache que isso é outra coisa senão dor intensa e verdadeira no seu mais genuíno motivo: estímulo desconfortável das terminações nervosas presentes na sua derme, a terceira camada do que se convencionou a chamar de pele. Não só isso causa dor, claro. Frio/calor extremados, desespero, desalento, paixão, amor, morte, partida, saudade, derrota. O mundo tem mais de um quaquilhão de formas de provocar dor ao ser humano. Seja no seu frágil corpo ou na sua impressionável mente.

Dor, pessoas, como aquelas mais excruciantes do que você pode imaginar. A morte do seu cachorro, a saudade do pai distante, o chocolate suíço desperdiçado, o amor esquecido, a pane no seu vídeo-game, o soco do namorado ciumento, talvez nenhuma, creiam-me, nenhuma dor seja mais forte que a dor do crescimento imperceptível. Aquele que faz de você não só adolescente, adulto, idoso, mas, principalmente, faz você deixar de ser criança. Acordar e saber que quem trouxe sua bicicleta de Natal foi seu pai e não o Papai Natal, que não há céu para os cachorros [nem para você mesmo...], que nem tudo cabe no cartão de crédito da sua mãe, que é preciso compensar para receber, dar dois passos e voltar um, ceder para não perder, morrer um pouco a cada dia pela vida de outrem.

Nada, meus caros, nada é mais doloroso que crescer.



quarta-feira, 5 de março de 2008

 
Challenge [ou como humilhar um leso pra filmes como eu]

Quem conhece um pouquinho de mim sabe da minha total e completa incapacidade de fazer listas. Top 5, Top 10, Top 50, Top 100... todos só me remetem ao bom e velho "top top" [got it? o/]

Mas o Rafa me jogou no colo um desafio que eu aceito de bom grado pra fazer média com ele, por que é preciso enfrentar suas deficiências e supera-las ...

O desafio é escolher, sem pensar muito, 10 momentos aleatórios no cinema na minha [na sua, na vossa] lembrança, porém importantes.

Traduzindo? M-E-F-U-D-I! Mas vamos lá, honrar o que levo no meio das pernas [gordura?]...

1 - Match Point:
- o texto do início com a bola de tênis parada no ar: "The man who said 'I'd rather be lucky than good' saw deeply into life." o///
- diálogo entre Nola e Chris, durante o ping pong:
Nola Rice: Has anyone told you you play an aggressive game?
Chris Wilton: Has anyone told you you have very sensual lips?
Nola Rice: A very aggressive game.

- Pegação no campo de centeio

2 – Rei Leão:
Scar jogando o Mufasa do desfiladeiro [FILHO DA PUTA!!! Xohrey litrus nessa hora]

3 – The Graduate:
Benjamin: Mrs. Robinson, you're trying to seduce me.
Mrs. Robinson: [laughs]
Benjamin: Aren't you?


Essa cena só não ganha da cena final, a cara de alegria desesperada [ou seria desespero alegre?] do Ben e da Elaine, se olhando e provavelmente pensando: “e agora?!!??! fudeu!”

[SPOILER!] 4 – No Country for Old Men:
– Cena do balaço de escopeta e o Llewelyn Moss não diz nem “ai!”. Macho pra caralho!

5 – Lord of the Rings III:
- Legolas matando um olifante SOZINHO!!!!! o///////

6 – O Homem que Copiava:
CARDOSO
Normalmente eu gosto de dançar. É que esse lugar
aqui... Eu comprei uma coleção de cds, Rock
Greatest Hits, muito boa. Chuck Berry, Little
Richards. Mais tarde, se você quiser, a gente
passa lá em casa e eu te mostro.

MARINÊS
Tem My Ding A Ling?

CARDOSO
O quê?

MARINÊS
Na coleção. Aquela música do Chuck Berry: (canta)
My, Ding a Ling...

CARDOSO
Deve ter. São quatro cds. Uma caixinha, super
legal.

MARINÊS
Eu vou lá com você.

CARDOSO
Vai?

MARINÊS
Vou. Mas eu quero deixar bem claro que eu não vou
dar para você.

CARDOSO
Como é?

MARINÊS
Nós não vamos transar.

CARDOSO
Bom... Isso a gente nunca sabe.

MARINÊS
Você não entendeu, é isso que eu estou tentando
dizer. EU sei. Em primeiro lugar, você fuma. Não é
nem pela fumaça, nem pelo câncer, essas coisas. É
que eu detesto gosto de cigarro na hora do beijo.

CARDOSO
Bom... Eu estou pensando em parar.

MARINÊS
Você é legal, mas é um duro. Como eu. Não tenho
nada contra, mas acontece que... eu não vou sentir
tesão. Não o suficiente para transar.

CARDOSO
Ah, entendi. Você só dá se o cara for rico.

MARINÊS
Não. Ainda não encontrei o cara. Eu sou virgem.

CARDOSO
Você é virgem?

MARINÊS
Sou.

CARDOSO
Tá bom.


HAHAHAHAHA

CARDOSO
Posso tomar uma aguinha?

MARINÊS
Não.


Ok, imagine a Luana Piovanni vindo, de “gatinhas”, pra cima de você, uma cama bem grande e a certeza de que o sexo vai rolar. Quem não pediria água?

7 – Diários de Motocicleta:
Che atravessando o rio do caralho a quatro a nado...

8 – O Cheiro do Ralo:
O início do filme inteiro, com a bunda enorme contida por um short de temas havaianos [mas hein!?] e a trilha “havaiana” e sapeca ao fundo.

9 – Alfie:
Alfie chega todo todo na casa da Liz [Susan Sarandon], pega ela com outro e faz a pergunta proibida: o que ele tem que eu não tenho?
"He's younger than you are"

PEGA, CARAI! o/////// [mas é triste, caran... cena foda!]

10 – The Fountain:
Izzi: Will you deliver Spain from bondage?
Tom Verde: Upon my honor and my life.
Izzi: Then you shall take this ring to remind you of your promise.
[hands him the ring]
Izzi: You shall wear it when you find Eden, and when you return, I shall be your Eve.
[he looks at her]
Izzi: Together we will live forever


Caralho, filme do caralho, putaquemepariu, chorei que nem bezerro desmamado.

E é isso.



UPTADE

Créditos pelas cenas de "O Homem que Copiava" vai para o Roteiro de Cinema, portal que abriga vááááários roteiros de filmes nacionais com-ple-ti-nhos!

Fica a dica!

segunda-feira, 3 de março de 2008

 
Jorrar, despejar, desembuchar

Geralmente isso que acontece quando você coloca dois dedos na garganta. E não é muito agradável.

Mas nós [André, Edson, Ju e eu] somos limpinhos e só jorramos, despejamos e desembuchamos fotos e textos aqui.

Uma delícia provocante, pode apostar.

Vai ...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

 
Das coisas de todo dia

- Em breve estarei escrevendo voltarei a escrever [gerundismo de cu é rola] contos. Estou me sentindo novamente impelido à prolixidade que me é tão cara.

- Juliana Alves, mermã, vê logo o Control, estamos em São Paulo e um dia esse coiso vai passar no cinema mesmo. Mas já tá na tua casa, não sei como tu aguentou ignorar esse filme no teu HD desde o carnaval... beijosmeligaassistelogoemedizsevaleapenabaixar

- Não sei se eu disse pra muita gente, mas... [I] tem uma menina super legal morando comigo. O nome dela é Mitzi e ela joga video game e gosta de mangá. É fã do Blade e nós dois estamos planejando um ataque terrorista ao prédio da Conrad. [super mentira isso, mas fazer o que se eles não publicam mais Blade?]

- Não sei se eu disse pra muita gente, mas... [II] vou me entregar ao samba e ao choro. E não vou largar o rock. E vou comprar um cavaquinho. E isso não é mentira.

- Não sei se eu disse pra muita gente, mas... [III] já comecei a me dar presentes de aniversário. E não vou contar o que, pode ficar se mordendo aí que eu digo é porra.

- Vi o novo do Tim Burton, o Sweeney Todd, e devo dizer que, I - é um musical e musicais fedem; II - as pessoas cantam durante o filme inteiro, além de ser um musical, é um musical que ultrapassa qualquer limite do suportável; III - tem sangue pra caralho e a estética mais uma vez arrasa; IV - fiquei doido pra ir à praia depois de ver o filme. Assistam e vocês vão entender tudo isso.

- Vi o novo do Sean Penn, o Into the Wild, com trilha do Eddinho Vedder e estrelando o putinho do Emile Hirsch, que fez o Lords of Dogtown e tudo o mais. Putinho por que pra mim ele merecia um Oscar só pra ele. Quem me conhece sabe que eu dou valor a filmes em que os atores quase morrem pra fazer o papel. Logo, Tom Hanks, Christian Bale e o moleque Emile Hirsch merecem um Oscar "Me fudi pra caralho pra fazer a porra desse filme". E a trilha sonora do Eddinho é outra covardia. E sabe quando você pode passar a vida inteira negando um problema? E aí você passa duas horas com alguém esfregando isso na sua cara? E aí o problema não pode mais ser ignorado? Sabe? Merda de filme.

- Uma pergunta que cabe nesse momento: o que você faria se tivesse dois dedos na garganta, Edson "fofógrafo" Costa? E você, André Gonçalves? E você, Juliana Alves? Quero saber.

- Outra pergunta: banda de música ligeira?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

 
"what subject?

não tem.

não tem assim um assunto, uma coisa pra escrever. só tava mesmo sentindo falta de falar contigo, de contar das coisas do dia-a-dia daqui, do que não faz mais parte do meu dia-a-dia, das coisas que eu quero fazer, das saudades que eu tenho.

e esse ano de 2008, que eu comecei aqui e 'sendo' daqui, me faz pensar muito em como eu estava me sentindo exatamente um ano atrás. o que era supresa agora já é hábito, eu reconheço os caminhos, eu até dirigo sozinho...

eu tenho mesmo é saudade de ficar assim sem fazer nada e fazendo tudo, papo de horas sem dizer coisa nenhuma, morgando o fim do domingo assistindo o último filme desconhecido que tu baixou. sentando no sofá da sala, violão no colo, um dedilhado qualquer.

eu conheci duas meninas tem umas duas semanas, e elas são amigas desde o colégio. são 10 anos de amizade, de dormir uma na casa da outra, escutarem discos, viajarem, essas coisas. e eu vejo nelas duas não um arremedo ou uma referência, mas uma proximidade ao que eu sinto em relação a você mesmo estando tão distante fisico-mentalmente. em saber que eu ainda sei tudo de ti mesmo não tendo notícias tuas há dois meses. eu simplesmente sei quem é você [e como diz o Dr. House MD: 'nobody changes'] e sei que ainda tenho em ti abrigo pras minhas besteiras, pras cervejas, pras conversas sobre tudo.

é bom, muito bom, saber de você um amigo. reformulo a frase: é bom, muito bom, saber de você um irmão. 'soulmates never die', já disse o Placebo, e todos os dias quando eu penso em você com tanto carinho, sei mais ainda da verdade dessa frase. e não há nada que eu não me sinta confortável em contar pra você, e acho que só estar na minha casa me deixa mais seguro do que isso.

provavelmente eu não vá ter resposta desse e-mail, eu nem ligo, por que sei que você é assim, e que é assim que você sabe ser. eu nem ligo por que eu sei que provavelmente tu vai responder esse e-mail na tua cabeça com um 'eu também'.

te cuida. te amo. saudades."

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

 
My music taste defines me

Me entristece: Miles Davis - Bye Bye Blackbird/Chet Baker - My Funny Valentine

Me alegra: Billie Holiday - Let's Get the Whole Thing Off/Vampire Weekend - One (Blake's Got a New Face)/Alphabeat - Into the Jungle

Diz muito sobre mim: The Walkmen - What's In It For Me/Led Zeppelin - Good Times Bad Times/Led Zeppelin - Friends/Cartola - Preciso me Encontrar/Chico Buarque - Pedaço de Mim/Chico Buarque - Atrás da Porta

Me traz lembranças de um lugar: Babau do Pandeiro - Bebe Água, Galinha/Muse - New Born

Me faz ponderar a vida: Cartola - Preciso me Encontrar/The Walkmen - What's In It For Me

Não gostaria de ouvir de novo: Pagode

Tocaria no meu casamento: The Beatles - All you need is love [do mesmo jeitinho que é tocada no "Simplesmente Amor"]/Led Zeppelin - Thank You/Led Zeppelin - Going to California

Tocaria no meu funeral: Muse - Micro Cuts/Noel Rosa - Fita Amarela [não tocariam, mas sim tocarão!]

Me faz lembrar dos meus amigos: Led Zeppelin - Good Times Bad Times/The Strokes/Muse

Gostava, mas agora não mais: ???

Admito que eu gosto: ???

Faria tudo para ouví-la num show: Led Zeppelin - Good Times Bad Times

Parece com a minha adolescência: Legião Urbana?

Muitas pessoas gostam, mas eu não: Travis

Muitas pessoas não gostam, mas eu sim: Funk

Gosto da letra: Chico Buarque - Trocando em Miúdos/Ludovic - Um Grande Nó

Tem sempre no meu mp3: Música ¬¬

Tema da vida atual: Chico Buarque - Samba e Amor

É melhor quando tocada no carro: Oasis - Cigarettes & Alcohol

Gostaria de acordar: The Beatles - Good Day Sunshine

Gostaria de dormir: ...

Gosto, e meus pais também: Tim Maia/Luiz Gonzaga

É melhor quando está acompanhado: The Rapture - House of Jealous Lovers

Tema de um dos meus filmes favoritos: Simon & Garfunkel - Sounds of Silence [The Graduate]

Me faz pensar no sol: WTF?

Me faz pensar na noite: YYY - Date with the Night

Me faz pensar em sexo: todas dos discos Led Zeppelin I, II, III e IV/Placebo - Purê Morning

Me faz querer estar sozinho: China - Câncer

Me faz sorrir: Bonde do Rolê

Não é do meu "tipo" mas eu gosto: CSS

Faz lembrar do meu amor: Chico Buarque - A Rita

Posso cantar bem: nenhuma

Gosto, mas é só instrumental: Oasis - Fuckin in the Bushes

Me faz lembrar alguém que eu já quis: Led Zeppelin - The Rain Song

Não foi lançada agora, mas adoro: ...

Para se cantar bêbado: samba?

Para se dançar bêbado: Deize Tigrona - Sadomasoquista, Unknown Artist - Aula de Ginástica/Klaxons - Atlantis to Interzone

Queria ter a voz de: Robert Plant/Billie Holiday

Queria ter a história de: Bonde do Rolê - Office Boy

Pequeno adendo muy necessário: alguns podem estranhar a falta de algumas canções do The Strokes no meio de toda essa lista. Só para deixar claro: se fosse possível, responderia todas as categorias ao mesmo tempo com um simples THE STROKES!!!, mas quis pagar de indie e sabidão, colocando uns sambas e uns standards de jazz pra colorir a coisa toda no meio de tanto rock. E tenho dito!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

 
Parabéns! Congratulations! ¡Felicitaciones!



Nunca saberei um jeito não brega de dizer parabéns. Desse modo, deixo o Vinícius falar por mim. Não sobre parabéns e essa baboseira toda. Mas sobre amizade. E o quanto a nossa amizade significa para mim. E como o dia de hoje fica maravilhosamente especial pela tua aprovação.

"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..." (Vínicius de Moraes)

Parabéns, meu amigo, irmão e jornalista! Eu sei como essa conquista é importante e como foi sofrida pra você. 9,1 não é pra qualquer um!!! o///

Agora arruma a trouxa e vem pra cá! AGORA!!!!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

 
Não existe título que contemple esse post




HAHAHAHAHA

e se estiverem vacilando... Mallu Magalhães. Dica super válida, viu, Viviane?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

 
Ano a ano - parte II

É sempre bom recordar os bons momentos de quando você ainda não é gente, não é verdade, meu povo? Pois bem, não larguei a escola na 8ª série, então vamos aos relatos do Ensino Médio.

O 1º ano começa com aquela maravilha que é o uso da farda branca de tecido, você se torna um dos grandes, tem toda aquela coisa que ninguém admite, mas que todo mundo sabe. Ninguém usa mais farda bege. É todo mundo caveira!

Foi no primeiro ano que teve um show tosco do J Quest e foi nesse show que eu peguei a irmã da menina da sétima [aquela lá do outro relato...], em mais uma demonstração de duas coisas: 1 - essa família é muito botadeira de banca; 2 - meu papo tava ficando melhor. Ao invés de dias de conversa mole e insistência cega, algo como duas horas depois das primeiras palavras, lá estávamos nós. Detalhe: até hoje não sei se é verdade, mas a menina me jurou de pé junto que não dava certo por que o namorado dela tava por lá. E tudo que eu dizia era... "e cadê esse namorado, menina, que num ta contigo?". No fim das contas, o caba deve ter sido corno... (6)

No outro dia fui acusado por um amigo nosso em comum de ser a kind of Humbert, do Nabokov, só por que a menina fazia a 7ª série, vejam só que bobagem...

OBS: Oh, man! Eu não fui pro show por causa do J Quest, mas sim pelas bandas da cidade [Banda Atittude, Mano Crispim e outras lá...]... é bom que isso fique claro!

Mais basquete, mais tardes perdidas na escola, dois livros escritos e perdidos [era assim, eu comprava um caderno e ia escrevendo, escrevendo, escrevendo. Um livro era sobre um guerreiro da Idade Média, tinha espada, usurpação do trono, treinamento na floresta e tudo o mais. Já o outro era uma história mais real, nem lembro direito, sei que eu achava que tava escrevendo os novos romances da juventude. Ainda bem que eu perdi essas porras.], essa era minha vida. Eu não bebia, não fumava e só praticava esportes vestido. Não sei se era bom ou ruim, meu deus...

O detalhe do basquete é que meus joelhos começaram a doer demais, era muito esforço pra um cristão só. Assim, depois de um ultimato do meu ortopedista [ou pára com o basquete e faz natação ou entra na faca], vamos fazer natação. Viva a minha tendinite do capeta. Lembro que eu dei uma mini crise por isso, eu tinha acabado o meu primeiro ano de infanto, logo, seria titular do time durante a temporada inteira, e aí o corno do médico inventa de me mandar fazer natação...

Pois bem... eu continuei jogando basquete até o horário da natação e então atravessava o Diocesano inteiro correndo pra trocar de roupa e cair na piscina. Esses seis meses dentro d'água me concederam mais fôlego pras partidas que eu não abandonei e ombros um pouquinho mais largos, o que na época não fez diferença nenhuma, mas depois...

Detalhe: queria por que queria ir fazer o PAS, em Brasília, mas de recuperação em duas disciplinas, Física e Português [=O], não foi possível.

Nessa época eu já tinha uma grande amiga que conservo até hoje, mas por quem eu fui apaixonado por longos 3 anos. Mas nada acontecia por que ela tinha um namorado tosco. Fazer o que...

Segundo ano começa bombando, já que a minha amiga e paixão de três anos finalmente termina com o namorado. Depois de esperar todo esse tempo, não dei a mínima chance da mocinha se defender. A primeira coisa que eu fiz depois dela me dizer que tinha terminado foi perguntar se ela queria namorar comigo. "Quer namorar comigo? E eu acho que depois de três anos, não tem outra resposta, né?". Ela também queria, eu sabia, mas enfim, tínhamos 15 anos e não sabíamos o que estávamos fazendo. Namoramos um mês e meio e ela terminou comigo para mais de um ano de silêncio posterior. Ao fim do período de babaquice, fiz questão de restabelecer os laços e seguir com a amizade massa que temos até hoje.

Detalhe: muito depois disso fomos a um tributo a Legião Urbana [OH, MAN!] e ela ficava com um amigo meu de sala, mas antes dele chegar a gente ficou. Muito saudável, minha vida, to vendo aqui que sempre fui cafa. Quando ele chegou, ela me apresentou uma amiga dela, que eu fiquei também. Tudo graças a uma carta que eu tinha escrito esculhambado o Sérgio Martins da Veja por conta de uma matéria que ele havia feito chamada "Religião Urbana". Um trecho da minha carta foi publicado e essa mocinha queria por que queria conhecer o tal Pedro Augusto Jansen, como foi colocado na revista. Ai, minha amiga fez o intermédio e foi só maravilha.

Não posso deixar passar o fantástico, maravilhoso, estupendo show do Raimundos. Uma das coisas mais fodas que eu já vi na minha vida!

Fim do ano, recuperação em química e uma namorada que terminou comigo do nada e por carta, no meio da recuperação! O bom foi que ela que veio atrás pra gente começar a ficar, ela era prima de uma amiga de sala, me viu no shopping e gamou, a coitada.

Dá-lhe tardes fugindo da aula de reforço pra correr até o Santa Helena e esperar pela educação física dela. Mas a vaca terminou comigo e sumiu. Foi por carta e fiquei em frangalhos no meio da recuperação. Nisso a minha melhor amiga na época soltou fogos, por que as duas não se cheiravam, a menina era meio paty, eu gostava de rock, sabe como é... Foi nesse ano que eu participei de uma edição do festival de música do Diocesano e foi a coisa mais tosca que eu já fiz na vida. E eu ainda achava que meu futuro era ser advogado, pensa aí...

Terceiro ano foi o ano mais vagabundo de todos, não aprendi nada, já não dava satisfações do meu boletim em casa, tinha escolhido o jornalismo pra me fuder ser a profissão da minha vida, ia toda terça e quinta pra Adufpi jogar basquete e paquerar uma mocinha que veio a ser minha namorada posteriormente, fazia um intensivo dias de segunda, quarta e sexta, o que me impedia de treinar, mas mesmo assim fui pra Braseela disputar uma olimpíada para estudantes por lá, vestibular, Senhor dos Anéis, aprovação...

O resto quase todo mundo já sabe... Mas eu conto mesmo assim daqui uns dias.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

 
Ano a ano - Parte I

Eu entrei no Diocesano [ou Colégio São Francisco de Sales, como era na época do meu pai] com 6 anos. Vinha de uma escola "fraca", mas muito legal e comia coxinha e fanta uva todo lanche.

Imagine, aos 6 anos, eu ver que um dos meus coleguinhas de sala dizia, todos os dias, na hora da saída para o recreio, que ia pegar um lanche na cantina.

Mais que depressa, deduzi que existia ali uma benesse que precisava ser utilizada o quanto antes, como um imposto a ser compensado.

Alguns dias depois a escola havia requerido a presença da minha mãe para resolver um gravíssimo problema: eu, delinqüente infantil, havia me aproveitado da benesse exclusiva do acordo entre a tia e a mãe-amiga do tal aluno que eu havia imitado. apenas ele podia pegar lanches na conta da professora, coisa que a mãe dele pagaria no fim do mês. Nem preciso dizer que fudeu a porra toda.

Daí que esse foi o grande acontecimento da primeira série [ok, vamos esquecer aqui o causo da mudança de faixa no caratê, tapão no pé do ouvido e choro irrefreável na frente de todos os meus coleguinhas. Claro que larguei o caratê]. Hum, também temos o caso da minha primeira paixão [Luciana, todo ano eu tinha uma musa, tu num sabe a tua sorte em ter falled in love só com 17 anos...], em que eu pedi ao pai da menina a mão dela em casamento. Ele disse que tudo bem, desde que ela aceitasse e a djaba disse não. [som de coisa se quebrando]

Assim, vamos até a segunda série, na qual eu lia como um doido [aliás, eu sempre li como um doido] e antes de chegar ao início do ano letivo, já tinha lido todos os paradidáticos [isso se repetiu até o fim do ensino médio]. Além de ler as fabulosas Enciclopédia Disney e saber bem antes dos meus amiguinhos o que era uma constelação [e diversos outros assuntos ligados à física, química, matemática, história... lembro até que fiz charme pra uma estudante de medicina acolá tem uns dois anos explicando pra ela o processo químico que transforma a glicose em ATP - trifosfato de adenosina, combustível das nossas células, que depois vira ADP - difosfato e que o acúmulo dessa substância leva à formação do ácido láctico, e lá vem a câimbra - ok, arraso na paquera, hein? _o/], o que não me fazia nerd, mesmo que eu fosse quase a Mônica pra responder perguntas. Medo!



Na segunda série também teve paixão, mas não lembro por quem. Na terceira série, repetição da segunda, tédio total, boas notas, aquela coisa toda.

Na quarta eu comecei a encarnar a minha faceta "Capeta em Forma de Guri" e era expulso de sala dia sim dia não. Certa vez, por uma coisa de nada, um colega de sala me tirou do sério e eu mandei o caba calar a boca, no que ele reagiu com um desafiador "vem calar!" e lá fui eu, calei a boca do menino e fui expulso de sala. Me fudi pouco nesse dia.

A 5ª série começou como outra qualquer, não me lembro de ter aprendido nada demais, os anos passavam no Diocesano de uma forma muito regular, continuava com o cão encarnado, ainda me esforçava pra jogar futsal, mas aos poucos via que a porra daquela bola nos meus óculos não ia dar certo. Também foi na 5ª série que eu li um dos melhores livros da minha vida, chamado "A Hora do Amor", durante um mês inteiro de recreios sacrificados. Nhá!



Foi na 5ª série que aconteceu uma das minhas histórias mais legais. Menina linda + garoto seboso = paixão platônica, claro. Aí eu convenci a mocinha a conversar comigo e tals, minha mãe logo percebeu a paixonite por que eu escovava os dentes e penteava o cabelo. Um dia a mocinha e eu estávamos conversando num dos corredores mais movimentados do Diocesano e de repente ela disse "vamo pra cá...", que era um banco menos agitado, dava pra conversar melhor. Só que o tapado aqui entendeu "eu já vou indo, tchau" [oO], saí e deixei a menina falando sozinha, o que não foi legal. Claro que ela me disse não, mas era esperado, "ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu e ela é nobre" [arrocha a cantoria!]. Neta do João Claudino, nem digo nada! =X

Foi na 6ª que tudo começou a mudar, quer dizer, eu ainda não pegava ninguém [nem na bunda de ninguém, Luciana :P], mas descobri o basquete e com ele uma coisa fascinante chamada popularidade. Não que eu fosse o MJ do Diocesano [esse posto era ocupado por outro amigo], mas eu passei a conhecer os caras mais velhos do colégio, e falar com eles durante os intervalos e jogar com eles. Os caras não eram nerds, eram legais, e eu acabei conhecendo muita gente [mesmo!]. Nessa época eu já estudava pela manhã de novo.

7ª série eu mudei de turma e conheci mais gente ainda. O basquete me permitiu conhecer a Sanmya, e mais um monte de gente mais nova e mais velha do que eu, e a rede de pessoas conhecidas se ampliou até a incomoda situação de pessoas que eu não conhecia falarem comigo. Mas se você me acha entrosado hoje, devia ter me conhecido naquela época. Ao mesmo tempo senti a mudança de sala e tomei no cu na matemática bonito, ficando de recuperação pela primeira vez.

Aí peguei a primeira mocinha sem contatos intermediários, à custa de muito queixo e babação. Foi um beijo só e fomos embora. Eu queria mais, liguei e tals, e ela não, sofro demais, doido.

Passou e passei, fui pra 8ª no ponto de bala, passei direto, mais basquete, campeonatos, treinos segunda, quarta e sexta, das 18h às 21h, mais educação física e intervalos, minha vida era o basquete. Eu era MAGRO! Vale lembrar que desde o ano anterior eu faltava à aula de reforço pra ir jogar vídeo game ou para fazer trabalhos em grupo inexistentes. Passava a tarde inteira vadiando no colégio, lendo ou fingindo estudar na biblioteca. Eu era maloqueiro, velho!

Cenas dos próximos capítulos amanhã, que a saga ficou longa pacas!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

 
Janeiro continua sendo o pior dos meses

Mas ao menos tem-se o tradicional show de janeiro do Ludovic no Outs.




Essa foi uma das pernas da rota de perigrinação de Aline "Sou quase a Betty Davis" Maria e cia por Sampa ano passado, rendendo fatos e fotos de causar inveja.









fotos por Ju Alves e Aline Maria


Como bom fã azarado da banda [em 2007 o Ludovic fez shows em tudo quando foi canto e eu nunca pude ir. Perigou acabar e eu não tinha visto um pocket show sequer], decidi perder o show de 2/3 do Bonde do Rolê em Santos pra garantir esse ingresso na mini-coleção.

Vodca alucinógena e pixca-pixca, here i go!

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